24 de Novembro de 2014

and all the photographs say that we're still young


Quando se mistura arquitetura com fotografia já é de prever que os meus suspiros sejam bem profundos. A Instax Party decorreu no Palácio de Sant'Anna, em Lisboa, entre tectos perfeitamente desenhados e a máquina do meu coração, Instax Mini 8. Fiquei a conhecer melhor o produto bem como assisti ao desfile solidário da marca NYOS.

Com o surgimento da fotografia digital muito mudou. É algo instantâneo, não se gasta papel, as tentativas são infinitas bem como alterações ao nosso gosto. Viajamos, tiramos 500 fotografias, chegamos a casa e passamos tudo para o computador, valorizando aquelas 10 que ficaram muito boas.
Antigamente, com o analógico, era tudo bem pensado, cada fotografia exigia um planeamento e quanto menos se falhasse, melhor, pois o rolo não era infinito. Era o ''já só posso tirar 10 fotografias, tenho de aproveitar bem o rolo''. Era a ansiedade pelo escuro do laboratório para revelar aqueles momentos e poder tê-los em papel.
Com excepções, claro que hoje em dia este cenário não é dos mais apelativos. Para equilibrar a balança existem as Polaroid e as Instax, que apesar de exigirem a rigorosidade e a consciência que a recarga é finita, são imediatas. 5 minutos de espera e a magia acontece.

Tive a oportunidade de andar pelo Palácio com uma Instax Mini 8 (a rosa sempre foi a predilecta) e o resultado não poderia coincidir mais com o meu gosto.

Uma opção que se encontra no topo da lista de presentes a pedir ao Pai Natal! Conhecem a Instax Mini 8? É mesmo de sonho!
Aqui ficam algumas fotografias que tirei durante o evento.


13 de Novembro de 2014

GOLD AND SILVER LINE MY HEART


Tive o prazer e a honra de ter sido convidada para a comemoração do 140º aniversário da Topázio, uma ourivesaria com a tradição de trabalhar ouro e prata da forma mais nobre e delicada possível. Um renascer das cinzas, tendo em conta que a fábrica sofreu, há pouco tempo, um incêndio devastador. A força de vontade e a paixão foram mais fortes que o inferno e rapidamente a oficina centenária se reergueu.
 14 artistas criaram 14 peças de quantidade limitada, inspiradas no Jarrão D. João V. Um reinventar de arte que resultou na mais refinada das coleções, numa mistura entre o moderno, o simples, o clássico e o elaborado. Nuno Baltazar, Joana Vasconcelos, Dino Alves e Dino Gonçalves são apenas alguns dos grandes nomes que contribuíram para esta colectânea de requinte.
 Escolher a minha peça preferida foi complicado mas saí deste evento de coração cheio de orgulho no que é português. São peças feitas à mão que exigiram vastas horas de trabalho para acabarem perfeitas.
Parabéns à Topázio. Pelos 140 anos. Pela nobreza. Pela excelência.